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	<title>Colônia Agrícola da Constansa</title>
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	<description>Imigrantes em Leopoldina, Minas Gerais</description>
	<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 13:47:14 +0000</pubDate>
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		<title>Centenário da Colônia Agrícola da Constança</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 13:47:13 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você é descendente, ou amigo de imigrante que viveu em Leopoldina, Abrace esta Idéia!
Em abril de 2010 a Colônia Agrícola da Constança completará 100 anos de criação. E neste ano a Imigração Italiana em Leopoldina completará 130 anos. São dois acontecimentos que mudaram a face de Leopoldina e não podem ficar esquecidos. Algumas instituições [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Se você é descendente, ou amigo de imigrante que viveu em Leopoldina, Abrace esta Idéia!</p>
<p>Em abril de 2010 a Colônia Agrícola da Constança completará 100 anos de criação. E neste ano a Imigração Italiana em Leopoldina completará 130 anos. São dois acontecimentos que mudaram a face de Leopoldina e não podem ficar esquecidos. Algumas instituições e pessoas já aderiram à ideia e estão organizando comemorações para os dias 10 e 11 de abril de 2010.</p>
<p>Convidamos você a fazer o mesmo.</p>
<blockquote><p> <em>Se você gosta de<strong> futebol, vôlei, malha</strong> ou outro esporte&#8230;. programe um campeonato para abril; </em><em><br />
Se você faz <strong>capoeira, natação ou lutas marciais</strong>&#8230;. pense em apresentações para abril de 2010;<br />
Se você é adepto do <strong>vôo livre</strong>&#8230;. sobrevoe a Onça, a Constança e a Boa Sorte, nos dias 10 e 11.<br />
Se você curte <strong>cavalgada</strong>&#8230;. reúna os amigos para um passeio até a Igrejinha da Onça, no dia 11;<br />
Se você gosta de <strong>ciclismo ou motociclismo</strong>&#8230; combine um passeio até a Igrejinha da Onça;<br />
Se você gosta de <strong>desfile de carros antigos</strong>&#8230;. organize um para os dias 10 e 11 de abril;<br />
Se você é <strong>comerciante</strong>&#8230;. programe com o fornecedor uma promoção de produtos da culinária italiana para o mês de abril;<br />
Se você é dono de <strong>bar ou restaurante</strong>&#8230;. crie algum prato para lembrar a Imigração e a Colônia;<br />
Se você é diretor de <strong>clube social ou de serviço</strong>&#8230;. promova algo para os seus associados, muitos deles descendentes de imigrantes italianos;<br />
Se você é <strong>professora, professor ou diretor de escola</strong>&#8230;. incentive seus alunos a escreverem sobre a Colônia e sobre a imigração italiana. </em></p></blockquote>
<p align="justify"> Mas se você tem sobrenome italiano, faça algo ainda mais prazeroso. Promova um encontro da sua família e participe da missa no dia 11 de abril, domingo, às 11 horas, na Igrejinha da Onça.</p>
<p>E lembre-se que esta Igreja, construída com o auxílio dos colonos, foi escolhida por enquete do <a href="http://www.leopoldinense.com.br/">Jornal Leopoldinense</a> como “O TERCEIRO CARTÃO POSTAL MAIS BONITO DE LEOPOLDINA”.</p>
<p align="justify"> <a href="http://constansa.nomemix.com/1/centenario-da-colonia-agricola-da-constanca-2/capela-da-colonia-agricola-da-constanca-2/" rel="attachment wp-att-235" title="Capela"></a></p>
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		<item>
		<title>Proprietários de alguns lotes e suas confrontações</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 16:30:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>constansa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[1]]></category>

		<category><![CDATA[Abolis]]></category>

		<category><![CDATA[Bonini]]></category>

		<category><![CDATA[Bucciol]]></category>

		<category><![CDATA[Cosine]]></category>

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		<category><![CDATA[Sangirolami]]></category>

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		<description><![CDATA[   Coluna publicada n&#8217;O Leopoldinense, 15 de julho de 2008
Conforme dissemos no texto anterior, a colaboração dos descendentes tem nos permitido saber um pouco sobre a localização dos lotes originais da Colônia Agrícola da Constança. Hoje, para falar sobre os lotes 22 e 66 que faziam divisa com a sede da antiga fazenda [...]]]></description>
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<p align="justify">Conforme dissemos no texto anterior, a colaboração dos descendentes tem nos permitido saber um pouco sobre a localização dos lotes originais da Colônia Agrícola da Constança. Hoje, para falar sobre os lotes 22 e 66 que faziam divisa com a sede da antiga fazenda da Boa Sorte, valemo-nos de documentação oferecida por descendentes de Antonio Augusto Rodrigues e por informações do Sr. João Zangirolami (Sangirolami).</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">O lote nº 22 foi adquirido em 20.10.1910 pelo colono João Simão Raipp que, segundo nos disse o sr. João Zangirolami, era um imigrante de nacionalidade alemã,. Posteriormente a propriedade dessas terras foi transferida para Manoel José da Costa, José Martins da Costa e sua mulher Dona Maria de Moraes Pacheco, Dona Francisca Maria da Glória, Sebastião da Costa e Dona Maria Romualda da Costa, que aparecem como vendedores na escritura pública de Compra e Venda, datada de 24.03.1923, onde Theophilo José Machado é o comprador.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Até o momento não conseguimos estudar esta família Costa, cujos integrantes vendedores do lote podem ser da família do colono José Manoel da Costa, a quem foi financiado o lote 40 em 1910. Além disso, o sobrenome da esposa de José Martins da Costa nos remete aos proprietários iniciais dos lotes 19 e 62, respectivamente os Srs. João e Pedro Pacheco de Carvalho, irmãos de origem portuguesa.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Theophilo José Machado, o comprador do lote dos Costa, por sua vez vendeu-o a seu tio, Antonio Augusto Rodrigues, em 29.03.1924.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Segundo a mesma escritura pública de 24.03.23, quando este lote pertencia a Manoel José da Costa e outros, &#8220;contava com 5 alqueires de terras, algum mato, capoeira, cultura e pasto. Uma casa de morada coberta de telhas, outra casa coberta de telhas, paiol, cercas, pequenas benfeitorias e confrontava com terras de Bertholdo de Novaes ou Manoel Bertholdo de Novaes, Pedro Zangirolami - lote nº 20, Antonio Augusto Rodrigues - lote nº 66, Fortunato Bonini - lote nº 23, José Carneiro e a sede da fazenda Boa Sorte, dando a frente para a estrada pública&#8221;.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Sobre o lote nº 66, também conhecido como &#8220;Lote Santo Antonio&#8221; sabemos que pertenceu a Antonio Augusto Rodrigues que o vendeu a Júlio Heitor Jendiroba. Em 21.09.1933, Antonio Augusto o recomprou, através de escritura lavrada pelo 2º Ofício de Notas de Leopoldina</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Nesta escritura consta que o referido lote &#8220;confrontava com os lotes 20, 21 e 22 pertencentes, este ao outorgado (Antonio Augusto Rodrigues) e aqueles a Pedro Zangirolami e Pedro Goularte, com o lote de Carlos Cossino (Cosine) e com terras que foram de Dirceu Barbosa e depois, de Álvaro Barbosa de Miranda&#8221;.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Ainda nesta escritura consta que eram &#8220;235 mil metros quadrados de terras em pasto, capoeiras e próprias para cultura, com casa de morada, coberta de telhas, paiol, tulha, canavial, isto é, uns pés de cana, tapumes e algumas outras pequenas benfeitorias&#8221;.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Em nossas pesquisas sobre a Colônia Agrícola Constança, descobrimos ainda alguns dados sobre os lotes vizinhos aos mencionados neste texto. Como exemplo citamos o lote nº 20 que foi inicialmente vendido a Luigi Marcatto, em 28.12.1910. O de número 21, por sua vez, foi vendido a Ângelo Bucciol em 28.12.1910 e revendido a Francesco Abolis em 26.10.1911. É de se lembrar, também, que Ângelo Bucciol deixou a Colônia em 30.06.1911.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Identificar os antigos proprietários dos lotes da Colônia Agrícola Constança permitirá conhecer os personagens que construíram a história deste núcleo, marco da presença dos imigrantes em  Leopoldina. Se você puder colaborar, entre em contato conosco.</p>
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		<title>Localização das Família</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 16:22:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>constansa</dc:creator>
		
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Sabemos que a instalação oficial da Colônia Agrícola da Constança ocorreu a partir do Decreto Estadual n0 280, de 12.04.1910. Mas sabemos também que os trabalhos de preparação dos lotes tiveram início no primeiro semestre de 1909, conforme demonstram contratações de encarregados para os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"> <!--[if gte mso 9]&amp;gt;     Normal   0   21         false   false   false                             MicrosoftInternetExplorer4   &amp;lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&amp;gt;     &amp;lt;![endif]-->  <!--[if gte mso 10]&amp;gt;   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;}  &amp;lt;![endif]--><a title="_Toc234330883" name="_Toc234330883"></a>Coluna publicada n&#8217;O Leopoldinense, 30 de junho de 2008</p>
<p align="justify">Sabemos que a instalação oficial da Colônia Agrícola da Constança ocorreu a partir do Decreto Estadual n<sup>0 </sup>280, de 12.04.1910. Mas sabemos também que os trabalhos de preparação dos lotes tiveram início no primeiro semestre de 1909, conforme demonstram contratações de encarregados para os diversos afazeres. Foi no dia 01 de julho de 1909 que os documentos registraram a instalação do primeiro colono, o Sr. João Batista de Almeida Paula, a quem foi financiado o lote que recebeu o número 1.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Lembrando que os trabalhos de instalação da Colônia envolveram grande número de imigrantes e que nem todos conseguiram o financiamento para aquisição do lote, neste texto vinculamos os números dos lotes e os sobrenomes dos seus primeiros ocupantes com o objetivo de identificar os proprietários de todas as terras que formaram a Colônia.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Numa outra direção, esta publicação tem por objetivo encontrar colaboradores dentre os descendentes dos imigrantes que se proponham a nos indicar a confrontação do lote de seu familiar, o que tornaria viável a reconstituição do mapa de toda a Colônia.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Hoje por exemplo, a partir da coleta de informações de familiares, sabemos que o lote de nº 22 está localizado na estrada da Boa Sorte, logo após a Escola Rural Climene Godinho e que parte dele pertence aos herdeiros de Geraldo Rodrigues de Oliveira. Também podemos afirmar que o de nº 26 está na margem da mesma estrada, em frente ao mais antigo campo de futebol da Boa Sorte e hoje pertence aos herdeiros de Fortunato Gottardo. Por escrituras antigas, a que tivemos acesso pela  gentileza de descendentes de colonos, também constatamos que os lotes 20, 21 e 66, fazem divisa com o de nº 22.  Assim, ainda que de forma imperfeita, reconstituímos parte do território da Colônia.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Acreditamos que com o acesso a outros documentos da espécie, que certamente existem em poder de outras famílias, poderemos estudar a composição do território e ao final, montar o mapa completo da Colônia Agrícola Constança com todos os seus colonos.</p>
<table border="1" cellpadding="0" cellspacing="0">
<tr>
<td width="62">
<p align="center">Lote</p>
</td>
<td width="156">
<p align="center">1º   Colono</p>
</td>
<td width="60">
<p align="center">Lote</p>
</td>
<td width="144">
<p align="center">1º   Colono</p>
</td>
<td width="60">
<p align="center">Lote</p>
</td>
<td width="144">
<p align="center">1º   Colono</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">1</td>
<td width="156">Paula</td>
<td width="60">26</td>
<td width="144">Gottardo</td>
<td width="60">51</td>
<td width="144">Lang</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">2</td>
<td width="156">Passos</td>
<td width="60">27</td>
<td width="144">Fofano</td>
<td width="60">52</td>
<td width="144">Hensul</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">3</td>
<td width="156">Macedo</td>
<td width="60">28</td>
<td width="144">Abolis ou Montagna</td>
<td width="60">53</td>
<td width="144">Beatrici</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">4</td>
<td width="156">Lomba</td>
<td width="60">29</td>
<td width="144">Boller</td>
<td width="60">54</td>
<td width="144">Richter</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">5</td>
<td width="156">Micarello</td>
<td width="60">30</td>
<td width="144">Lupatini</td>
<td width="60">55</td>
<td width="144">Anzolim</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">6</td>
<td width="156">Campana</td>
<td width="60">31</td>
<td width="144">Boller</td>
<td width="60">56</td>
<td width="144">Giuliani</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">7</td>
<td width="156">Carraro</td>
<td width="60">32</td>
<td width="144">Boller</td>
<td width="60">57</td>
<td width="144">Anzolim</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">8</td>
<td width="156">Fofano</td>
<td width="60">33</td>
<td width="144">Zessin</td>
<td width="60">58</td>
<td width="144">Carminatti</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">9</td>
<td width="156">Meneghetti</td>
<td width="60">34</td>
<td width="144">Stefani</td>
<td width="60">59</td>
<td width="144">Pedroni</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">10</td>
<td width="156">Santos</td>
<td width="60">35</td>
<td width="144">Casadio</td>
<td width="60">60</td>
<td width="144">Sellani</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">11</td>
<td width="156">Balbini</td>
<td width="60">36</td>
<td width="144">Ferreira</td>
<td width="60">61</td>
<td width="144">Brando</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">12</td>
<td width="156">Colle</td>
<td width="60">37</td>
<td width="144">Cartacho</td>
<td width="60">62</td>
<td width="144">Carvalho</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">13</td>
<td width="156">Pittano</td>
<td width="60">38</td>
<td width="144">Secanelli</td>
<td width="60">63</td>
<td width="144">Pradal</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">14</td>
<td width="156">Zamparo</td>
<td width="60">39</td>
<td width="144">Lupatini</td>
<td width="60">64</td>
<td width="144">Pradal</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">15</td>
<td width="156">Pumpemayer</td>
<td width="60">40</td>
<td width="144">Costa</td>
<td width="60">65</td>
<td width="144">&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">16</td>
<td width="156">Monteiro</td>
<td width="60">41</td>
<td width="144">Mesquita</td>
<td width="60">66</td>
<td width="144">&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">17</td>
<td width="156">Reiff</td>
<td width="60">42</td>
<td width="144">Ferrari</td>
<td width="60">67</td>
<td width="144">&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">18</td>
<td width="156">Silva</td>
<td width="60">43</td>
<td width="144">&nbsp;</td>
<td width="60">68</td>
<td width="144">&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">19</td>
<td width="156">Carvalho</td>
<td width="60">44</td>
<td width="144">Schaden</td>
<td width="60">69</td>
<td width="144">&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">20</td>
<td width="156">Marcatto</td>
<td width="60">45</td>
<td width="144">Schill</td>
<td width="60">70</td>
<td width="144">&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">21</td>
<td width="156">Abolis</td>
<td width="60">46</td>
<td width="144">Ketterer</td>
<td width="60">71</td>
<td width="144">&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">22</td>
<td width="156">Raipp</td>
<td width="60">47</td>
<td width="144">Figueiredo</td>
<td width="60">72</td>
<td width="144">&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">23</td>
<td width="156">Bonini</td>
<td width="60">48</td>
<td width="144">Negedlo</td>
<td width="60">73</td>
<td width="144">&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">24</td>
<td width="156">Travain</td>
<td width="60">49</td>
<td width="144">Zessin</td>
<td width="60">&nbsp;</td>
<td width="144">&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td width="62">25</td>
<td width="156">Meneghetti</td>
<td width="60">50</td>
<td width="144">Beatrici</td>
<td width="60">&nbsp;</td>
<td width="144">&nbsp;</td>
</tr>
</table>
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		<title>Migração da Lavoura para o Núcleo Urbano</title>
		<link>http://constansa.nomemix.com/1/migracao-da-lavoura-para-o-nucleo-urbano/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 16:18:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>constansa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[   Coluna publicada n&#8217;O Leopoldinense, 15 de junho de 2008
No texto anterior falamos do pólo irradiador formado a partir das &#8220;vendas de secos e molhados&#8221;. Hoje queremos lembrar que, para o funcionamento daquelas &#8220;vendas&#8221; eram necessários alguns funcionários tais como o &#8220;moleque de recados&#8221;, o &#8220;entregador de compras&#8221;, o balconista ou caixeiro como [...]]]></description>
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<p align="justify">No texto anterior falamos do pólo irradiador formado a partir das &#8220;vendas de secos e molhados&#8221;. Hoje queremos lembrar que, para o funcionamento daquelas &#8220;vendas&#8221; eram necessários alguns funcionários tais como o &#8220;moleque de recados&#8221;, o &#8220;entregador de compras&#8221;, o balconista ou caixeiro como era chamado e, uma pessoa que se ocupasse do recebimento e pagamentos na ausência do proprietário. O ciclo da atividade completava-se, eventualmente, com outras categorias profissionais. E se num primeiro momento era todo exercido pela esposa e filhos daquele agregado, aquele personagem que teve permissão do fazendeiro para estabelecer-se com uma casa comercial, na última década dos anos oitocentos já vamos encontrar os filhos dos imigrantes ocupando alguns destes postos.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Por esta razão, interessa-nos estudar o percurso que tirou o imigrante da lavoura e o trouxe para o núcleo urbano, bem como resgatar os elementos facilitadores para sua fixação na cidade.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Para este trabalho contribuíram, em grande parte, as entrevistas concedidas por descendentes dos imigrantes. E aqui cabe uma digressão.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Não são poucas as obras publicadas sobre o desenvolvimento urbano dos grandes centros brasileiros. Para não tornar cansativa nossa exposição, delas retiramos apenas um elemento diretamente ligado ao nosso tema: o crescimento das periferias, promovido pela migração interna conhecida como êxodo rural. Por diversas razões, inclusive econômicas, a família que deixa a área rural vai residir em áreas no entorno do núcleo do povoado. Dali passa a atender as necessidades dos moradores locais, exercendo atividades tão variadas quanto a construção de pequenos artefatos em madeira, o plantio e venda de frutas e verduras, atividades da construção civil etc. Assim o confirmam os descendentes que temos entrevistado. Muitos deles informam que, quando seus pais ou avós deixaram as fazendas, estabeleceram-se na periferia da cidade de Leopoldina e toda a família passou a exercer alguma atividade remunerada. Um dos casos relata que, nos primeiros anos do século XX, seus avós transformaram a cozinha de uma casa em uma padaria, no início da Rua Manoel Lobato. Ali, enquanto os adultos cuidavam da massa e do forno, os menores ficavam encarregados do balcão, além da horta e de levar as verduras e legumes para vender nas portas das casas das proximidades.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Ao compararmos informações de diversas fontes, observamos a junção de vários fatores que promoveram, no caso de Leopoldina, o crescimento de áreas como o bairro Ventania ou, Quinta Residência, que surgiu às margens do antigo leito da Rio-Bahia, desenvolveu-se com a instalação da Residência do DER-MG e transformou-se num bairro bastante populoso.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Mas antes mesmo da abertura da antiga rodovia, ali já estavam residindo diversas famílias de imigrantes.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Para melhor explicar nossa hipótese de ocupação daquela área da cidade, precisamos voltar um pouco no tempo.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Conforme já dissemos em diversas ocasiões, duas antigas fazendas existiam nas proximidades do que hoje é o bairro Ventania: Palmeiras e Santo Antônio do Onça. Nesta última a Câmara Municipal de Leopoldina tinha instalado um núcleo colonial na última década do século XIX.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Lembremo-nos que o governo provincial, através de vários normativos legais, incentivava a formação de colônias agrícolas que absorvessem a mão-de-obra imigrante, como forma de ampliar e melhorar a produção agrícola do estado. Na então Colônia Santo Antônio trabalharam diversos imigrantes que, posteriormente, foram engajados nos serviços de formação da Colônia Agrícola da Constança, inicialmente fundada em terras das fazendas Constança, Sobradinho, Boa Sorte, Onça e Puris.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Ao que parece, muitos daqueles imigrantes não conseguiram o financiamento do estado para adquirirem lotes na Colônia fundada em 1910. Daí, alguns deles foram viver como agregados em lotes da Constança, enquanto outros migraram para a periferia do núcleo urbano e se fixaram principalmente no local do atual bairro Ventania.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Esclareça-se, para finalizar, que a ocupação inicial deste bairro deu-se no percurso que serviu de base para a Estrada com destino a Tebas que, pelas fontes consultadas, vinha sendo desenhada desde 1881, embora o Engenheiro Mário de Freitas, autor do livro Leopoldina do Meu Tempo, afirme que em 1926 ele veio para Leopoldina com o objetivo de trabalhar nas obras da estrada que, partindo da atual Rua Joaquim Guedes Machado, ligaria a cidade de Leopoldina ao distrito de Tebas.</p>
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		<title>Polo Irradiador</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 16:15:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[   Coluna publicada n&#8217;O Leopoldinense, 30 de maio de 2008
Olhar para o passado nos ajuda a compreender suas conseqüências que, em última análise, configuram o contexto em que nós vivemos na atualidade. No caso de Leopoldina, analisar sua gente nos permite conhecer aspectos talvez insuspeitos da nossa história.
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Nesta e na próxima coluna, tentaremos [...]]]></description>
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<p align="justify">Olhar para o passado nos ajuda a compreender suas conseqüências que, em última análise, configuram o contexto em que nós vivemos na atualidade. No caso de Leopoldina, analisar sua gente nos permite conhecer aspectos talvez insuspeitos da nossa história.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Nesta e na próxima coluna, tentaremos estudar a importância dos imigrantes para a cidade.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Há muitos anos, fazendo uma pesquisa no Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais de Leopoldina, defrontamo-nos com a alta incidência de nascimentos de crianças cujos sobrenomes indicavam: descendentes de italianos. Naquela época ainda não era moda buscar origens para requerer um passaporte da União Européia. Aliás, o Tratado de Maastricht estava ainda longe de ser assinado. Mas sabíamos que, em cidades relativamente próximas a Leopoldina, as pessoas se movimentavam para revitalizar a história dos imigrantes. Então, surgiu uma questão: porque não há movimento equivalente em Leopoldina, já que tantos <em>oriundi</em> fazem parte da população da cidade?</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Durante os anos seguintes, mais e mais evidências encontrávamos em nossas pesquisas. Aos poucos fomos reunindo os dados e compreendendo que havia um divisor de águas na história econômica de Leopoldina e que este marco passava pela presença dos imigrantes na cidade. Mais algum tempo e começamos a ordenar o material, gerando os textos que foram publicados por ocasião dos 90 anos de fundação da Colônia Agrícola da Constança, entre 1999 e 2001.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Nossas buscas continuaram depois daquela fase, permitindo que levantássemos uma hipótese: o pólo irradiador de convivência, gerando interações entre <em>oriundi</em> e nacionais, teria sido o caminho mais tarde conhecido como Estrada de Tebas.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Conforme dissemos na coluna de junho de 2007, intitulada Os Colonos Provenientes das Fazendas, no final do século XIX alguns italianos já não trabalhavam em propriedades particulares, mas numa colônia organizada pela Câmara Municipal de Leopoldina. Para este núcleo colonial, denominado Santo Antônio, temos dirigido nossos esforços no sentido de compreender como se deu a mudança de atividade dos imigrantes. Se no início eram colonos lavradores, logo passaram a atuar como pequenos artesãos e comerciantes de verduras, legumes e frutas. A conseqüência desta modificação no sistema de produção parece-nos ter se refletido na cidade, abrindo novos mercados de trabalho e oportunidades para o estabelecimento de uma relação de emprego e renda que influenciou diretamente a economia local.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Quando buscamos literatura sobre os últimos decênios do século XIX, observamos que a atividade econômica baseava-se num sistema bastante simples de trocas. As fazendas produziam insumos que eram comercializados nos grandes centros e ali eram adquiridos os demais produtos necessários à vida nos núcleos mais afastados. O funcionamento do ciclo comercial completava-se com um pequeno entreposto existente em todo arraial e em vias de ligação entre as fazendas e o núcleo povoado: eram as &#8220;vendas&#8221;, destinadas a &#8220;negociar gêneros da terra, secos e molhados&#8221; com os moradores locais. Os proprietários destes pontos comerciais geralmente eram vinculados aos grandes fazendeiros que lhes permitiam adquirir pequena parte da produção local para oferecer aos moradores que necessitassem daqueles produtos, além de formar seus estoques também com bens adquiridos nos grandes centros.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Assim é que, em autores que estudaram o século XIX, é comum encontrarmos referências às viagens de compras que levavam os fazendeiros mais abastados até a Corte - o Rio de Janeiro, onde vendiam a produção agrícola e adquiriam produtos para consumo de suas famílias e para serem comercializados nos &#8220;armazéns&#8221; das pequenas cidades. Esclareça-se, a bem da verdade, que o sistema gerou também a figura do &#8220;comissário&#8221;, pessoa encarregada de realizar os negócios de interesse dos fazendeiros que não podiam ou não queriam se deslocar até a Corte. Aqui em Leopoldina, observamos que estes comissários eram, quase sempre, agregados das famílias de maior poder econômico, tanto quanto o eram os proprietários das &#8220;vendas&#8221;.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Estes pontos de comércio, que durante muitos anos mantiveram a denominação de &#8220;venda de secos e molhados&#8221;, estão na origem de grande parte do comércio de cidades como Leopoldina, bem como neles se localizam as primeiras mudanças de atividade econômica do período imediatamente posterior à libertação dos escravos.</p>
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		<title>Caminho dos Imigrantes</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 16:12:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>constansa</dc:creator>
		
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  Coluna publicada n&#8217;O Leopoldinense, 15 de maio de 2008
No livro Nossas Ruas Nossa Gente, página 158, registramos que o bairro da Onça herdou o nome da antiga fazenda ali existente.
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<p align="justify">No livro Nossas Ruas Nossa Gente, página 158, registramos que o bairro da Onça herdou o nome da antiga fazenda ali existente.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Esta fazenda pertencia, em 1856, a Manoel Lopes da Rocha e José Lopes da Rocha, irmãos que foram casados com filhas do formador da propriedade, o pioneiro Bernardino José Machado.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Nessa época os seus vizinhos eram, pela ordem citada nos registros, Maria do Carmo Monteiro de Barros (fazenda Desengano), Joaquim Antônio de Almeida Gama (fazenda Floresta), Antônio José Monteiro de Barros (fazenda Paraíso), Manoel Rodrigues da Silva (fazenda Pury), José Augusto Monteiro de Barros (fazenda Constança), Manoel Joaquim Thebas, Carlos de Assis Pereira, João Ribeiro, Manoel Antônio de Almeida (fazenda Feijão Cru), Antônio José Pinto de Almeida e Felisberto da Silva Gonçalves.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Sobre o bairro, sabe-se que em 1882 o empresário Francisco Gonçalves da Rocha Andrade ficou responsável pelo preparo de raias para a corrida de cavalos que nele seria realizada. E notícia do jornal O Leopoldinense ressalta, inclusive, que seriam plantadas palmeiras nas margens dessas raias. Ainda n&#8217;O Leopoldinense de 25.05.1882 encontramos a notícia de que no dia 21 de maio daquele ano &#8220;no arrabalde da Onça, ocorreu o ensaio das corridas de cavalo que se efetuarão no próximo dia 25 de junho&#8221;. E é do mesmo jornal a informação de que José Jeronymo de Mesquita (filho do Barão de Mesquita, segundo proprietário da fazenda Paraíso), Otávio Otoni e o Capitão Santa Maria foram alguns dos promotores daquelas corridas.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">O bairro da Onça compreende as terras que ficam nas margens da rodovia BR-116, a partir do posto fiscal da Polícia Rodoviária Federal até as terras da antiga fazenda Pury, logo após a entrada para o bairro da Boa Sorte. Do lado direito da BR 116, no sentido de quem sai de Leopoldina em direção ao distrito de Tebas, faz divisa com o bairro rural Boa Sorte, onde estava localizada a sede da Colônia Agrícola da Constança, objeto de nossos estudos sobre a imigração italiana para Leopoldina.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Nunca é demais lembrar que a Colônia Agrícola da Constança foi formada em 1910 em terras próximas ao local onde existiu, no final do século XIX, a Colônia Municipal Santo Antônio. Compunha-se de 73 lotes, uma boa parte deles vendida a imigrantes que desenvolveram uma produção agrícola intensa e muito contribuíram para o desenvolvimento econômico da cidade de Leopoldina. Nela trabalharam e viveram mais de 800 italianos, a maioria deles ativos participantes da construção e entusiasmados freqüentadores das festas realizadas na Igreja de Santo Antonio.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Ao falarmos sobre a Igrejinha da Onça, não podemos deixar de registrar que, pela Lei Municipal nº 936, de 17.10.1973, a escola singular rural municipal ali existente recebeu a denominação de &#8220;Carlos de Almeida&#8221; em homenagem a este ruralista que, em conjunto com os imigrantes que então habitavam a Colônia, foi um dos que lutaram pela construção da Igreja em terreno por ele doado para tal mister.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"><!--[if gte vml 1]&amp;gt;                                                    &amp;lt;![endif]-->Mas importa lembrar, também, que o trânsito da produção da Colônia trazida para a cidade era realizado por antiga via que teve alguns de seus trechos aproveitados no traçado da BR 116, a Rio-Bahia, construída no final dos anos de 1930.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Neste percurso, numa remodelação da rodovia em meados do século XX, alguns trechos permaneceram com menor utilização. Dentre eles está a ligação entre a Igreja de Santo Antônio e o ponto em que a estrada da Boa Sorte encontra-se com a BR 116 e que hoje consideramos uma via importante. Não só por ser usada por pedestres, ciclistas e cavaleiros que, procedentes da Boa Sorte dirigem-se à Igreja de Santo Antonio do Onça, ao ponto final do ônibus urbano em posto próximo ou, buscam a rodovia no ponto fronteiro àquela Igreja onde os riscos do trânsito são significativamente menores. Mas porque historicamente foi sempre o CAMINHO DOS IMIGRANTES que, neste quase um século, habitaram a Colônia Agrícola da Constança, esta gente ordeira e trabalhadora que tanto fez pela nossa Leopoldina.</p>
<p align="justify">  E encerramos este texto de hoje sugerindo respeitosamente à Câmara de Vereadores que transforme em Lei uma justa homenagem aos imigrantes, num projeto preferencialmente assinado por todos os Vereadores, concedendo o nome de CAMINHO DOS IMIGRANTES a esta via ainda sem denominação e, solicitando ao Prefeito Municipal as providências necessárias à revitalização do local.</p>
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		<title>De Leopoldina para o Espírito Santo</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 16:10:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>constansa</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[   Coluna publicada n&#8217;O Leopoldinense, 01 de maio de 2008
Entre 1998 e 2002 trocamos mensagens com um pesquisador capixaba que estava preparando um livro sobre a cidade de Alegre (ES). Enquanto buscava informações sobre uma das principais famílias daquela cidade, Carlos Magno Rodrigues Bravo tornou-se um de nossos principais interlocutores sobre a migração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"> <!--[if gte mso 9]&amp;gt;     Normal   0   21         false   false   false                             MicrosoftInternetExplorer4   &amp;lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&amp;gt;     &amp;lt;![endif]-->  <!--[if gte mso 10]&amp;gt;   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;}  &amp;lt;![endif]--><a title="_Toc234330875" name="_Toc234330875"></a>Coluna publicada n&#8217;O Leopoldinense, 01 de maio de 2008</p>
<p align="justify">Entre 1998 e 2002 trocamos mensagens com um pesquisador capixaba que estava preparando um livro sobre a cidade de Alegre (ES). Enquanto buscava informações sobre uma das principais famílias daquela cidade, Carlos Magno Rodrigues Bravo tornou-se um de nossos principais interlocutores sobre a migração de italianos de Leopoldina para o E. Santo. Infelizmente nosso amigo faleceu em outubro de 2002, antes que pudéssemos realizar estudos mais completos.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">De todo modo, foi através de Carlos Magno que conseguimos entender alguns aspectos até então insuspeitos.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">A família leopoldinense sobre quem ele buscava informações tinha como patriarca, em Alegre, o fazendeiro Romualdo José Monteiro Nogueira da Gama, nascido na fazenda Bom Destino, em Leopoldina, no dia 01 de outubro de 1871. Filho de Romualdo Batista Monteiro Nogueira da Gama e de Maria Custódia. Neto materno de Francisco Xavier Monteiro Nogueira da Gama, tradicional fazendeiro em Cachoeiro do Itapemirim (ES).</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">O que nos chamou a atenção foi constatar que em 1895 alguns imigrantes saíram da Hospedaria Horta Barbosa com destino à estação Providência, contratados por Romualdo José e pouco tempo depois já estavam residindo no Espírito Santo. Pareceu-nos pouco provável que tenham sido contratados aqui e fossem trabalhar naquele estado.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Entretanto, estudos daquele autor levaram-no a concluir que, com a abolição da escravatura o pai de Romualdo José sofreu grande abalo econômico, o que obrigou seu filho a abandonar os estudos. Daí, entre 1889 e 1897, Romualdo José exerceu atividades de representação de fazendeiros leopoldinenses no Rio de Janeiro e em Juiz de Fora, foi responsável pela contratação de imigrantes e, residiu em Manaus durante três anos.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Em 1897 Romualdo José contraiu matrimônio em Mimoso do Sul onde passou a residir e, posteriormente, transferiu-se para a cidade de Alegre.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Foi exatamente no período entre o casamento de Romualdo José e seu estabelecimento em Alegre, em 1908, que ocorreram diversas migrações de italianos das fazendas leopoldinenses para o sul do Espírito Santo. Mas este movimento não cessou naquela data e não podemos afirmar que todas as migrações tenham sido organizadas por um único personagem.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Pelo que pudemos apurar, no período em que a Colônia Agrícola da Constança estava sendo formada, os italianos tiveram o mercado de trabalho ampliado para além das atividades exclusivamente agrícolas. Entre elas, a construção civil e a marcenaria que absorveram jovens italianos cujos pais permaneciam trabalhando em contrato de parceria nas fazendas. Com isto tem início uma outra fase de desenvolvimento econômico, que coincide com o período em que a cafeicultura se tornou muito forte na região de Carangola.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Por volta de 1915 observa-se um aumento de migração de italianos, filhos daqueles pioneiros que vieram para Leopoldina no final do século anterior, inicialmente para a atrativa região de Carangola. No final dos anos de 1920 esta migração acelera-se na direção das atuais cidades de Conquista, Espera Feliz, Simonésia e Governador Valadares (MG). E ainda nesta mesma década de 1920, encontramos outros imigrantes que transferiram-se para Alegre, Muqui e Nova Venécia (ES).</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Muitos deles deixando parentes na cidade, especialmente entre os que puderam adquirir lote na Colônia Agrícola da Constança ou em outras organizações coloniais de Leopoldina, como os Abolis, Arleo, Baldasi, Barberi, Bordignon, Bordin, Cappai, Carraro, Dorigo, Finotti, Fontanella, Marinato, Meneghelli, Meneghetti, Minelli, Netorella, Perigolo, Pivato, Principole, Righetto, Sampieri, Sartorini, Simionato, Zannon e Zotti.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Ao finalizarmos este texto, queremos registrar um agradecimento aos nossos correspondentes, especialmente os descendentes das famílias citadas, por nos terem fornecido informações que permitiram identificar, entre tantos usuários de mesmo sobrenome, aqueles que realmente passaram por Leopoldina no auge dessa imigração.</p>
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		<title>A Grande Mudança Econômica</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 16:08:43 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[   Coluna publicada n&#8217;O Leopoldinense, 15 de abril de 2008
Quer nos parecer que para entendermos o que ocorreu com a economia e com a sociedade da nossa região, no início do século XX, precisamos entender a grande mudança ocorrida no modo de produção das nossas fazendas.
&#160;
Porque para nós o problema deve ser analisado [...]]]></description>
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<p align="justify">Quer nos parecer que para entendermos o que ocorreu com a economia e com a sociedade da nossa região, no início do século XX, precisamos entender a grande mudança ocorrida no modo de produção das nossas fazendas.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Porque para nós o problema deve ser analisado pela ótica marxista de organização sócio-econômica, por onde se vê que o desenvolvimento decorre da forma como as forças produtivas são empregadas nas relações de produção. Isto é, para compreendermos os fatos sociais e políticos dependemos da análise do modo de produção de riquezas daquela sociedade.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Sabemos que a escravidão desenvolveu-se em solo brasileiro em função da estrutura econômica e social do regime colonialista. A atividade agrícola tinha por objetivo suprir a necessidade de alimentos da população local e a formação de estoques a serem comercializados na metrópole, o que no caso específico de Leopoldina era feito através do entreposto comercial localizado na Corte.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Lembremos, por outro lado, que a mentalidade escravocrata do período imperial desvalorizava o trabalho manual, herança sócio-cultural de épocas imemoriais. E que, por conta disso, a elite dominante não atuava diretamente. Os donos das terras apenas supervisionavam seus feitores, eximindo-se e a seus filhos e parentes de qualquer atividade que pudesse denegrir sua posição social.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Por seu lado, dentro deste panorama, o mercado consumidor era bastante fechado. Os bens de consumo necessários à manutenção das propriedades, bem como de seus habitantes, eram adquiridos de fontes restritas. Uns poucos comerciantes, de conformidade com os fazendeiros, concentravam o poder de negociar bens de natureza variada, adquirindo-os diretamente do produtor rural - um fazendeiro de grande lastro, ou nos entrepostos do Rio de Janeiro. Com esta prática, ao consumidor não era dado o direito de buscar outros fornecedores, quer pela imposição velada dos detentores do poder político, quer pela dificuldade de locomoção. Comprava-se e consumia-se o que o &#8220;coronel permitia&#8221;.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">A grande mudança veio, então, com a chegada do imigrante.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Embora não tenhamos uma fonte segura de dados para o período, baseando-nos na contagem populacional de 1872 temos que 40% dos habitantes de Leopoldina naquele ano pertencia à classe dos escravos. Dezoito anos depois o município abrigava pelo menos 8,5% de moradores de origem estrangeira (imigrantes). E já no início do século seguinte este número crescia de forma significativa.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Fácil se torna concluir que o impacto desta nova força de trabalho modificou profundamente a economia do município.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">No início, através do sistema de colonato implantado nas fazendas que ainda fazia com que a circulação de mercadorias continuasse sob o poder dos mesmos comerciantes do período escravista.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Mas não tardou muito e vieram as primeiras mudanças de postura, forçadas pela demanda do imigrante que chegara com outros valores e outra socialização.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">A partir de então, vamos ver que não era mais somente o feitor que se dirigia ao ponto de venda, utilizado há muito tempo, em busca dos suprimentos que mantivessem em funcionamento a fazenda. Agora com trabalhadores remunerados, os fazendeiros não podiam mais determinar a aquisição de certos produtos de fornecedores previamente acordados.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">O imigrante passou a decidir onde e quando comprar. E em sua ânsia de <em>fare l&#8217;America</em>, impunha todo tipo de sacrifício para sua família, tendo por catecismo a necessidade de poupar sempre, todos os dias, em todos os momentos da vida. E se o preço cobrado ou as condições do negócio lhe pareciam inadequadas, era o imigrante que decretava o fim do consumo daquele produto, o que obrigava o comerciante e rever seus conceitos.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Outra mudança que trouxe grande contribuição para a rápida mudança do panorama foi o sistema de contratação.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Em entrevistas com descendentes dos primeiros imigrantes, descobrimos que a renda contratada com o fazendeiro independia de eventos da natureza. Assim, uma quebra de safra não afetava o ganho da família colona. Por outro lado, os trabalhadores realizavam um sem número de tarefas extras, sempre remuneradas à parte. Soubemos de casos em que o chefe da família imigrante alugava sua própria força de trabalho para atividades extraordinárias como a derrubada da mata, o fabrico de móveis ou a construção de casas. Enquanto isso, a esposa e os filhos cuidavam da manutenção das tantas &#8220;ruas de café&#8221; pelas quais assumira compromisso com o proprietário da fazenda.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Além disto, ao ser contratado o colono passava a ter direito a um pedaço de terra onde podia plantar os víveres de que necessitasse. E soubemos do exemplo de uma família italiana que conseguiu tão grande produção de milho em seu &#8220;quintal&#8221; que, no ano seguinte, vendeu fubá para a própria cozinha da fazenda que continuava responsável pela alimentação dos trabalhadores diaristas.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Para nós, foram estas atitudes, estas novas formas de encarar o trabalho e esta ferrenha vontade de vencer do imigrante que fizeram modificar substancialmente a economia do município.  Mudanças com reflexos evidentes, principalmente, no modo de produção e nas relações de trabalho e consumo que resultaram, nos anos seguintes, em profunda alteração na vida sócio-econômica de Leopoldina e, acreditamos, de todas as cidades que receberam grande número de trabalhadores livres naqueles últimos anos do século XIX.</p>
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		<title>De Santa Catarina para Leopoldina</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 16:05:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[   Coluna publicada n&#8217;O Leopoldinense, 30 de março de 2008
Na coluna anterior dissemos que, logo depois do fim do regime monárquico, algumas famílias italianas mudaram de Santa Catarina para Leopoldina. Hoje contaremos a história das viagens empreendidas por alguns desses imigrantes.
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<p align="justify">Na coluna anterior dissemos que, logo depois do fim do regime monárquico, algumas famílias italianas mudaram de Santa Catarina para Leopoldina. Hoje contaremos a história das viagens empreendidas por alguns desses imigrantes.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Começamos pelos italianos Angelo Pedroni e Giuseppa Rizochi que chegaram a Santa Catarina em junho de 1883 e foram ocupar o lote 18 da Colônia Grão-Pará. O casal veio da Itália com os filhos Carlo, Rosa, Teresa e Giovanni. Em Santa  Catarina nasceram três filhos e aqui em Leopoldina nasceram os dois últimos: José e Maria. De Rosa Pedroni sabemos que se casou em Leopoldina, em 08.02.03, com Braz Bispo Batista. O casal teve, pelo menos, os filhos Manoel (1905), Genesio (1907), Marcos (1911) e Angelina (1917). Tereza Pedroni casou-se em Leopoldina, no dia 06.01.1893, com Giovanni Farinazzo, filho de Luigi Farinazzo e Giovanna Giacomelle. São filhos deste casal: Josefa, José, Ana Maria, Maria, Antonia Maria, Helena e Rita Farinazzo. Luiz Pedroni, nascido em Santa  Catarina, casou-se a 30.11.07, em Leopoldina, com Rosa Carraro. Angelo Pedroni casou-se na Capela de Santo Antônio do Onça, em 29.04.16, com Maria Pedroso de Oliveira. Maria Pedroni, nascida em Leopoldina em 1895, aqui mesmo casou-se com Antonio Alves de Almeida. Em junho de 1910 a família Pedroni instalou-se no lote 59 da Colônia Agrícola da Constança e em março de 1918 faleceu o patriarca Angelo Pedroni.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Dos Rinaldi sabemos apenas que Gaetano Pietro, o patriarca, tomou posse de um lote na Colônia Imperial Grão-Pará em janeiro de 1886. Mais tarde vamos encontrar, em Leopoldina, seus filhos Albino e Angela Rinaldi. Ela, casada com Giuseppe Lorenzetto.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">De Antonio Zini apuramos que chegou a Santa Catarina em 1883 e faleceu em Piacatuba em 1902.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Luigi Crema foi outro italiano que atravessou o Atlântico com destino à colônia catarinense em 1886. Sua filha Cecilia Crema casou-se com Batista Lorenzetto e vieram para Leopoldina, onde nasceram os filhos Elisa (1890), Vitoria (1892), Jacinto (1894) e Olivia Rosa Lorenzetto (1896).</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Fortunato Bonini, que se instalou no lote 23 da Constança, em novembro de 1911, foi quem despertou nossos olhares para Santa Catarina, ao descobrirmos que seus dois filhos mais velhos tinham nascido naquele estado. Fortunato nasceu na Itália no dia 13.06.1855 e imigrou em 1883 junto com diversos parentes que se estabeleceram nos lotes 9 e 54 da Colônia Imperial do Grão-Pará, hoje a cidade de Orleans, SC. Ali Fortunato casou-se com a também italiana Maria Darglia, falecida em Leopoldina oito meses antes de seu marido tomar posse do lote da Constança.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Dos filhos de Maria e Fortunato Bonini, Paschoa e Jacinto nasceram em  Santa Catarina. Em 1890, já em Leopoldina, nasceu João Bonini. Dois anos depois nascia Maria, falecida logo depois. Em 1893 nasceu Regina e no ano seguinte uma outra filha de nome Maria. Antonio nasceu em 1895, Josefina em 1897,  Filomena em 1900 e Ana no dia 25 de setembro de 1903.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">A descendência de Paschoa Bonini foi mencionada no texto em que tratamos da família Sangirolami, já que se casou com Pietro Sangirolami em 13 de fevereiro de 1906.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Jacinto Bonini, o outro filho catarinense, casou-se em Leopoldina com Marcelina Colle, em 12.05.17. Deste casal são os filhos: João (1918), José (1919), Ana (1927), Francisco (1929), Fortunato (1932), Sebastião (1935), Climario (1937) e Nelson (1940). Os descendentes deste João Bonini, filho do Jacinto Bonini, são os atuais proprietários do que foi a sede da fazenda Boa Sorte.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">João Bonini, o primeiro filho de Fortunato Bonini nascido em Leopoldina, casou-se com Maria Carolina Fofano no dia 8 de junho de 1918. Ela era filha dos também colonos Paschoal Fofano e Oliva Meneghetti. João e Maria Carolina tiveram, pelo menos, os filhos Amabile (1919) e Antonio (1921).</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Maria Bonini casou-se em 1914 com o italiano Narciso Mantuan, com quem teve os filhos Antonio (1918), Marina (1919) e Alcides (1921).</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Filomena Bonini casou-se em 1917 com Fortunato Meneghetti, com quem teve os filhos Leonel, Santa, Jorcelino e Nelson.</p>
<p align="justify">  Para finalizar, registramos que em setembro de 2007 tivemos o prazer de visitar os Bonini em sua casa na antiga sede da fazenda Boa Sorte. Ali, numa conversa descontraída, falamos sobre o andamento das nossas pesquisas e sobre o projeto de se comemorar o centenário da Colônia Agrícola da Constança promovendo atividades que reúnam os descendentes dos colonos.</p>
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		<title>Primeira parada: Santa Catarina</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 16:02:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[   Coluna publicada n&#8217;O Leopoldinense, 15 de março de 2008
De modo geral nossos interlocutores entendem como natural a opção dos imigrantes que abandonaram lotes na Colônia Agrícola da Constança e buscaram outra região do país. Entretanto, não são poucos os que se surpreendem com a notícia de que alguns italianos fizeram o percurso [...]]]></description>
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<p align="justify">De modo geral nossos interlocutores entendem como natural a opção dos imigrantes que abandonaram lotes na Colônia Agrícola da Constança e buscaram outra região do país. Entretanto, não são poucos os que se surpreendem com a notícia de que alguns italianos fizeram o percurso inverso, ou seja, trocaram colônia do sul do Brasil por Leopoldina.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Os casos que vamos abordar nesta e na coluna referem-se a famílias que imigraram com destino à Colônia Imperial Grão-Pará, em Santa Catarina, projeto que nasceu do dote concedido por D. Pedro II pelo casamento da Princesa Leopoldina com o Conde d&#8217;Eu.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Quem nos conta a história é Jucely Lottin, autor do livro Colônia Imperial de Grão-Pará, com quem trocamos correspondências no decorrer de nossas buscas. Através de seus estudo, o autor concluiu que o modelo daquela organização deixa entrever um planejamento cuidadoso e uma visão de futuro que faltou a outras colônias brasileiras.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Localizada às margens de uma estrada de ferro que ligaria minas de carvão ao porto, a Grão Pará forneceria seus produtos agrícolas para consumo dos trabalhadores das minas, garantindo  renda aos imigrantes que seriam recrutados em seus países sem quaisquer despesas de transporte.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Acompanhados durante toda a viagem, ao chegarem ao lote colonial escolhido esses imigrantes encontravam um rancho que lhes permitia começar a nova vida. Além disso, &#8220;havia um barracão para abrigo coletivo, parte dos lotes já desmatados, alguns possuíam culturas básicas plantadas&#8221; e ainda recebiam assistência médica, sementes para o plantio e algum dinheiro para as necessidades urgentes. E, assim como o sistema de financiamento dos lotes da Colônia Agrícola da Constança, os gastos antecipados e adiantamentos fornecidos seriam compensados com a produção.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Mas veio o 15 de novembro de 1889 e foi desfeita a Empresa Colonizadora dos Príncipes Imperiais, sendo substituída pela Empresa Colonizadora do Brasil que &#8220;suspendeu aquele certo paternalismo implantado no regime monárquico e substituiu o comando sem manter boa parte de seus compromissos&#8221;, arremata Lottin. E nós concluímos: seria muito penoso viver numa colônia em formação, longe de um centro urbano já estabelecido, sem contar com o que o autor chamou de paternalismo. Voltando nossos olhos para a Colônia Agrícola da Constança, reconhecemos aí uma de suas vantagens: a poucos quilômetros da estação ferroviária, a meio caminho entre o distrito de Tebas e a cidade de Leopoldina, a Constança oferecia condições satisfatórias para os imigrantes.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Um outro fato levantado por Jucely Lottin foi determinante para a saída de alguns imigrantes. Segundo Relatório daquela Colônia, no ano de 1888 os índios mataram um velho italiano de sobrenome Baschiroto e alguns meses depois foi a vez de um Meneghetti, também desarmado, ser assassinado. Com isto, diz o relatório, 40 famílias italianas fugiram do local.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Mas a Colônia Agrícola da Constança ainda não tinha sido formada. Os imigrantes abandonaram seus lotes em Santa Catarina e, em Leopoldina, tinham a opção de contrato com um fazendeiro ou se instalarem na Colônia Municipal Santo Antônio, cuja história ainda não está bem esclarecida para nós.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Mesmo não contando com informações detalhadas sobre o novo destino desses colonos, acreditamos que a decisão de vir para Leopoldina pode ter sido tomada a partir de referências obtidas com outros companheiros de jornada ou através de orientação obtida nos postos de acolhimento de imigrantes em Santos e no Rio de Janeiro, locais onde fizeram escala.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Seja qual for o pretexto ou o motivo da mudança, a verdade é que logo depois do fim do regime monárquico algumas famílias italianas inteiras ou apenas descendentes delas,  empreenderam uma longa viagem para Leopoldina. Nestes casos estariam familiares dos Albertoni, Bonini, Crema, Lorenzetto, Meneghetti, Montagna, Pavanello, Pedroni, Princivale, Rinaldi, Volpato e Zini.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Em nosso próximo texto vamos falar sobre alguns deles.</p>
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